
Horário FITEC - 26 a 29 de Março, Exposalão (Batalha)
- Dias 26 e 27: das 10H às 18H
- Dias 28 e 29: das 14H às 21H

"A biblioteca multimédia on-line da Europa, "Europeana", está acessível desde hoje ao público, que através da Internet poderá aceder a mais de dois milhões de obras dos 27 Estados-membros da União Europeia.
Esta biblioteca virtual conta com livros, mapas, gravações, fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-Membros da UE, tendo por exemplo de Portugal a Carta plana de parte da Costa do Brasil, um mapa de 1784.
Acessível, em todas as línguas da UE, através do endereço (www.europeana.eu ), a biblioteca multimédia europeia conta com material fornecido por mais de 1000 organizações culturais de toda a Europa, incluindo Museus, como o Louvre de Paris, que forneceram digitalizações de quadros e objectos das suas colecções.
Segundo a Comissão Europeia, que lançou esta iniciativa em 2005, este é "apenas o começo", pois a ideia é expandir a biblioteca, envolvendo também o sector privado, e o objectivo é que em 2010 a Europeana dê acesso a pelo menos dez milhões de obras "representativas da riqueza da diversidade cultural da Europa e terá zonas interactivas, nomeadamente para comunidades com interesses especiais".
"Com a Europeana, conciliamos a vantagem competitiva da Europa em matéria de tecnologias da comunicação e de redes com a riqueza do nosso património cultural. Os europeus poderão agora aceder com rapidez e facilidade, num único espaço, aos formidáveis recursos das nossas grandes colecções", comentou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
Por seu turno, a comissária europeia para a Sociedade da Informação e os Meios de Comunicação, Viviane Reding, apelou "às instituições culturais, editoras e empresas de tecnologia europeias para que alimentem a Europeana com mais conteúdos em formato digital".
Segundo dados da Comissão, desde a "abertura" da biblioteca, hoje de manhã, houve dez milhões de visitas por hora, tendo esta "tempestade de interesse" forçado mesmo a "deitar o sistema abaixo" por algum tempo para duplicar a capacidade do "site"."
in Lusa
Foi uma sessão de contos algo diferente dado que se destinava aos pais das crianças.
Desta forma foram abordados temas como a importância da leitura, o imaginário infantil e em que medida é que se podem estabelecer laços afectivos entre pais e filhos através da leitura.
Foi uma sessão que decorreu entre sorrisos e memórias, onde o Soldado João foi protagonista e o Sabor da Lua foi aperitivo para um final de dia diferente.
Para nós foi um privilégio colaborar nesta iniciativa.
Nestas publicações, meninos com sandálias cor-de-rosa, que gostam de maquilhagem e não sabem jogar futebol, contrastam com meninas que querem ser bombeiros e cientistas, tocam guitarra eléctrica e são craques no hóquei.
«O nosso objectivo é dar às crianças a liberdade de criar sua própria identidade, sem padrões pré-concebidos e sem preconceitos de sexo, raça e sexualidade. Queremos quebrar as regras rígidas que determinam o que um menino e uma menina devem ser ou fazer e ampliar os horizontes da criança», disse a escritora Karin Salmson, co-fundadora da editora Vilda, à BBC Brasil.
Nos livros das duas editoras, os pais também desafiam os conceitos tradicionais de família. Não é o homem que sai para trabalhar, nem é a mulher que fica em casa a fazer o jantar. E os casais do mesmo sexo também não são nenhum tabu.
«Famílias com pais gays, mães solteiras e crianças adoptadas também são famílias normais. Temos várias assim na Suécia, mas esta realidade não está reflectida nos livros infantis. Mostrá-las em histórias nas quais o enredo não é simplesmente sobre famílias gays ou mães solteiras demonstra que essas famílias existem, que são normais e que precisam de ser aceites», explicou Karin Salmson.
No entanto, estas publicações são criticadas por vários sectores da sociedade, um pouco mais conservadores do que as editoras Vilda e Olika. Num país considerado um bastião de valores como igualdade e liberdade, ainda há quem ache estranho que os meninos usem sandálias cor-de-rosa e as meninas joguem muito bem à bola.