Fomos dar uma volta pelos stands da festa, e deixamos aqui mais umas fotos
Voltamos amanhã, com mais "estórias", mais marcadores e, é claro com mais fotos.
Boas leituras!
Vieram acompanhadas com a família, e tanto os miúdo como os graúdos se divertiram e ouvir "estórias".
Aqui ficam as fotos do dia
Amanha aguardamos mais visitas, mas desta vez a pequenada vem ouvir "estórias" com os colegas de escola!
Boas leituras!
Em colaboração com o Ministério da Educação, os Serviços de Documentação do Instituto Politécnico de Leiria irão estar a dinamizar o espaço da Hora do Conto.

Poetas
Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.
Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!
Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas
E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma pra sentir
A dos poetas também!
Nota: porque ontem a Primavera chegou e porque hoje também é o dia mundial da árvore, espreitem aqui, num registo diferente, esta poeta também é encantadora!
Boas poesias!

Deixo-vos uma sobremesa de 2 minutos, uma delicia para quem gosta de ser feliz a ouvir estórias!





A primeira livraria inaugura em Lisboa, no edifício Amoreiras Square, num espaço de dois pisos com um total de 3300 metros quadrados.
A par do fundo de catálogo, a livraria apresenta ainda uma nova tecnologia de acessibilidade para que o comprador possa facilmente encontrar um dos 150 mil títulos disponíveis.
Através de um sistema de identificação por radiofrequência, que Américo Areal diz ser "único no mundo", todos os livros e estantes estão integrados numa rede informática para que sejam mais facilmente encontrados.
Haverá mais de 50 ecrãs e 12 postos de atendimento espalhados pela livraria para que cada comprador aceda ao "bilhete de identidade" do livro, caso não o encontre nas estantes."
in: rtp
E que tal ir passear até à Byblos? aquiO Kindle é equipado com wireless e permite aceder à loja on-line, onde os utilizadores podem adquirir novas obras digitais, diz a imprensa internacional.
O dispositivo utiliza audiolivros e um endereço de e-mail. Vai custar 399 dólares no mercado norte-americano.
O aparelho também descarrega as edições digitais do New York Times e do The Wall Street Journal. A Amazon está a tentar assinar um acordo para lançar um livro de sucesso, que poderia ser vendido juntamente com o leitor de «e-books»."


Esta competição é promovida pelo representante espanhol da «Society of Newspaper Design» (SND-E), uma associação internacional com sede nos Estados Unidos da América e que reúne cerca de 2.500 profissionais, entre designers gráficos, jornalistas e professores de 40 países.
Este é o quarto ano consecutivo em que título português é distinguido neste concurso. Sendo que, este ano, concorreram 35 jornais nacionais e espanhóis com cerca de duas mil páginas.
A primeira página premiada intitulada «10 Mandamentos», referia-se a uma reportagem sobre a campanha «Leiria é a minha casa», lançada pela autarquia local com o objectivo de sensibilizar a população para a necessidade de adoptar boas práticas na vida em comunidade, respeitando o espaço que é de todos.
in: jornalbriefing
Sabia que pode consultar o Região de Leiria aqui?
Boas leituras
Para quem gosta de ouvir e/ou contar estórias, este é o sitio ideal para troca de experiências e para adquirir novos conhecimentos na área. Não é só conto infantil que é abordado, mas sim, tudo o que diz respeito à arte de contar estórias a miúdos e graúdos
Ouvimos o Daniel Pennac, Pedro Messeder, Cristina Taquelim, Jorge Serafim, Maria Molina entre outros. Também tivemos oportunidade de realizar oficinas de aperfeiçoamento na arte de contar estórias, o que se revelou muito útil, pois tivemos a felicidade de conhecer e aprender com as melhores contadoras da América do Sul: casos de Patricia Orr e Carolina Rueda.
Um bem haja para a Biblioteca de Beja, pelo seu esforço e dedicação em levar a arte de contar estórias a todas as idades e feitios.
Para o ano lá estaremos novamente.
Mais alguém quer vir?
Boas estórias!





Em Março de 2005, três sócios cheios de vontade de criar em Viseu um espaço alternativo à clássica livraria meteram as mãos na "massa" e abriram ao público a livraria.
Ela acabaria por ser um sucesso cultural e um fracasso financeiro.
Fernando Figueiredo, um dos sócios da Livraria da Praça, situada no coração do centro histórico de Viseu, conta à Lusa que a ideia, no início, se revelou acertada e as coisas, "de página em página", estavam a ter uma "leitura" favorável.
"Mais de mil pessoas mostraram interesse em conhecer as actividades do espaço, em saber das novidades, em passar pela casa quando os autores e outros convidados aceitavam discutir com eles os mais variados assuntos", regista Figueiredo.
Simplesmente, ao mesmo tempo que as tertúlias se mostravam um sucesso, com elevada participação e mobilidade de temas e de gostos, as estantes iam ficando intactas e a caixa registadora pouco tilintava ao final do dia.
"Bastava que cada uma das pessoas que deixou o seu contacto e se mostrou interessada em receber os nossos mails - cerca de mil - comprasse um livro de dois em dois meses para que, agora, não fossemos obrigados a fechar as portas de forma inglória e com tanta mágoa como angústia", lamenta Fernando Figueiredo.
Faltou a fortuna que seria de esperar pelo facto de se tratar de algo novo na cidade. Nem mesmo a simbólica ironia proporcionada por o nome de uma das sócias, Benedita Furtado, ter sido metamorfoseado para Benvinda Fortuna por um jornal, foi suficiente para que os deuses da Cultura se pusessem ao lado da Livraria da Praça.
As referências de estilo para a Livraria da Praça eram espaços como a Ler Devagar, em Lisboa, ou Navio de Espelhos, em Aveiro, a Fonte de Letras, em Montemor-o-Novo, ou ainda a Centésima Página, de Braga.
Nos dois anos que o projecto aguentou, a Livraria da Praça organizou mais de 160 iniciativas, com nomes como, por exemplo, Pacheco Pereira, Jorge Silva Melo, Alexandre Quintanilha, Nuno Crato ou Richard Zimmler. As pessoas compareciam às dezenas a estes encontros.
"Mas é assim - recorda Fernando Figueiredo -, as pessoas acorriam às iniciativas mas os livros não saíam. As tertúlias eram diversificadas nos temas e por ali passaram pessoas com as mais diversas tendências e origens, mas nem assim o dia-a-dia permitia notar na caixa este sucesso de afluência".
A convicção que existe, ainda agora, "mesmo depois de morrer com a praia à vista", é que "bastava - explica Figueiredo - que as editoras tivessem um pouco mais de atenção para com as necessidades e particularidades das pequenas livrarias, que o fisco percebesse que a capacidade de resposta dos pequenos espaços é também pequena, para que o destino da Livraria da Praça fosse outro".
Em "bom rigor", quem "matou" este espaço, adianta, foram os clientes, mas "não menos verdade" é que a perspectiva de abertura para breve de uma FNAC em Viseu, "que é uma certeza", deitou por terra quaisquer hipóteses de "esbracejar mais" para tentar "chegar à praia", porque não havia possibilidade de "concorrer com outro gigante".
"Mas o que nos aconteceu - pondera - é também mau para as editoras e para a literatura em Portugal, porque, quando as editoras têm tantas atenções para os grandes espaços comerciais de livros e ignoram as exigências dos pequenos, mais tarde ou mais cedo só vão estar a vender grandes sucessos, porque vão deixar de ter quem lhes compre as edições menos vistosas e de autores menos capa de revista".
O que a Livraria da Praça queria "era algo simples" como as editoras deixarem livros à consignação, "como fazem com os grandes espaços", aceitarem pagamentos "mais alargados no tempo", porque "isso era essencial" para os pequenos. Mas - adverte - "vai também ser mau para as editoras mais cedo ou mais tarde".
"Um exemplo claro de que as editoras ainda não entenderam a mais-valia dos pequenos espaços é que nestes podem escoar fundos de catálogo que as grandes livrarias e superfícies comerciais nem querem ver por perto", argumenta.
Para Fernando Figueiredo, o seu projecto "morreu" não por falta de vontade de lhe dar continuidade "mesmo correndo mais riscos", apesar de nestes dois anos terem tido os três sócios um prejuízo superior a 60 mil euros, mas sim porque "o país sofre de um problema estrutural" que não se resolve com "choques tecnológicos", mas sim com "um eficaz choque de mentalidades".
"Nunca procuramos a subsídio-dependência mas também era de esperar mais apoio na divulgação de um espaço com estas características por parte de organismos como uma autarquia, o que nunca houve", lamenta de novo.
Com o encerramento do projecto Livraria da Praça, Viseu perdeu um dos mais inovadores projectos culturais, apesar de os proprietários não esconderem que a "ideia era, se não ganhar, pelo menos não perder dinheiro".
Ficou, no entanto, uma certeza na "estante" de Fernando Figueiredo: "Portugal é um país que não lê, mas, com a afluência que tiveram as iniciativas realizadas nos dois anos de vida da livraria, é permitido pensar que as coisas podem mudar com projectos como este e outros".
"Pode ainda ser - pondera a concluir - que tenhamos tido azar e a crise económica seja, afinal, a responsável pelo epílogo desta história que já não vai ter continuação ou sequelas. Mas pode ser uma referência para outro projecto que o futuro confirmará ou não".
Uma "página seguinte" é ainda possível.
24-02-2007