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15 de abril de 2016

1 de abril de 2016

Exposição de fotografia e poesia "Primícias"

De 15 de abril a 30 de maio de 2016 estará patente na Biblioteca José Saramago (Campus 2 IPleiria) a exposição de fotografia e poesia de Domingos Monteiro e Márcio Lopes, intitulada “Primícias”, cuja inauguração acontecerá no dia 15 de abril, pelas 21h00.


21 de março de 2014

21 de março | Dia Mundial da Poesia

...e a poesia acontece (também) nas nossas Bibliotecas:



"No alto mar
A luz escorre
Lisa sobre a água.
Planície infinita
Que ninguém habita.

O Sol brilha enorme
Sem que ninguém forme
Gestos na sua luz.

Livre e verde a água ondula
Graça que não modula
O sonho de ninguém.

São claros e vastos os espaços
Onde baloiça o vento
E ninguém nunca de delícia ou de tormento
Abriu neles os seus braços."

Sophia de Mello Breyner Andresen



23 de janeiro de 2014

Ano traz Ano

A Biblioteca José Saramago do campus 2 do IPLeiria acolheu, no passado dia 17 de janeiro, a apresentação da obra poética "Ano traz Ano" de Cristina Nobre.

Bo@s Leitur@s!

15 de janeiro de 2014

Ano traz Ano

Lançamento da obra poética "Ano traz Ano" de Cristina Nobre.
17 de janeiro, pelas 18h30 na Biblioteca José Saramago do campus 2 do IPLeiria.

8 de outubro de 2013

Poesia Completa de Fernando Pessoa

O portal Domínio Público disponibiliza para download a poesia completa de Fernando Pessoa.

+ info aqui
Bo@s Leitur@s!

4 de junho de 2012

Imperfeita Lucidez

A Biblioteca José Saramago do Campus 2 acolheu, no passado dia 1 de junho, a apresentação do livro de poemas Imperfeita Lucidez de Catarina Carvalho.



Bo@s Leitur@s

25 de maio de 2012

Prémio de Poesia Manuel Alegre

A Biblioteca José Saramago dos Serviços de Documentação do IPL, acolheu no passado dia 18 de maio, a cerimónia de entrega do Prémio de Poesia Manuel Alegre. O vencedor é Daniel Gonçalves com a obra "um coração simples".


Bo@s Leitur@s

7 de outubro de 2011

19 de janeiro de 2011

Poesia nas palavras...a importância da vida!

Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.

Fernando Pessoa

18 de fevereiro de 2010

Onde moram as palavras?

Moram as palavras nas coisas
ou as coisas nas palavras ?

É mais real
teu rosto
ou o nome
que te foi aposto?

É mais vermelha,
no canteiro , a rosa
ou em pétalas de prosa?

É mais urgente o amor
no coração
ou nos versos de Eugénio de Andrade?

Deram-nos uma casa de sílabas,
um assento de acentos,
dúvidas devidamente pontuadas,
os nossos sentimentos
só vibram
com pontos de exclamação!

Acordamos com a palavra
manhã
mas as letras cansadas da palavra
cansaço
escondem o sol nosso de cada dia.

E, quando a noite vier,
que seremos nós
senão um epitáfio
que ninguém lê?

Luisa Ducla Soares

8 de fevereiro de 2010

Concurso “Faça Lá um Poema”


Por ocasião da comemoração do Dia Mundial da Poesia 2010, que se realiza no CCB no dia 21 de Março, o Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém, numa iniciativa conjunta, lançam um desafio às escolas, convidando-as a participarem num Concurso de Poesia.
Para mais informações basta clicar aqui
Boas leituras!

5 de fevereiro de 2010

Rosa Lobato de Faria 1932 - 2010

Quem me quiser há-de saber as conchas
a cantiga dos búzios e do mar.
Quem me quiser há-de saber as ondas
e a verde tentação de naufragar.


Quem me quiser há-de saber as fontes,
a laranjeira em flor, a cor do feno,
a saudade lilás que há nos poentes,
o cheiro de maçãs que há no inverno.


Quem me quiser há-de saber a chuva
que põe colares de pérolas nos ombros
há-de saber os beijos e as uvas
há-de saber as asas e os pombos.


Quem me quiser há-de saber os medos
que passam nos abismos infinitos
a nudez clamorosa dos meus dedos
o salmo penitente dos meus gritos.


Quem me quiser há-de saber a espuma
em que sou turbilhão, subitamente
- Ou então não saber coisa nenhuma
e embalar-me ao peito, simplesmente.

4 de fevereiro de 2010

Almeida Garrett 1799 - 1854

Comemora-se hoje o nascimento de Almeida Garret.
Para assinalar esta data, deixamos aqui um poema deste grande escritor:

A um Amigo

Fiel ao costume antigo,
Trago ao meu jovem amigo
Versos próprios deste dia.
E que de os ver tão singelos,
Tão simples como eu, não ria:
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.


Que sobre a flor de seus anos
Soprem tarde os desenganos;
Que em torno os bafeje amor,

Amor da esposa querida,
Prolongando a doce vida
Fruto que suceda à flor.

Recebe este voto, amigo,
Que eu, fiel ao uso antigo,
Quis trazer-te neste dia
Em poucos versos singelos.
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.

in 'Folhas Caídas'

Boas Leituras!

25 de janeiro de 2010

Horário do fim

morre-se nada
quando chega a vez
é só um solavanco
na estrada por onde já não vamos
morre-se tudo
quando não é o justo momento
e não é nunca
esse momento


Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"


6 de novembro de 2009

Dia após Dia

Metamorfoses

Sempre que quero cantar
a vida e a alegria
de ser e estar
sem mais nem menos
apenas estar entre as gentes
a terra e o mar

Vem-me um choro profundo
rouco como a água do mar
límpido como uma manhã depois da chuva

Quero então que este aguaceiro
seja uma melodia
e possa alimentar

Meu quotidiano viver

Cristina Nobre


18 de agosto de 2009

As palavras


São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.

Outras,
orvalho apenas.


Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:

barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?